Peace, love and chocolate!
Três ingredientes fantásticos para esta época e para todos os dias!
Que tristeza de notícias que se publicam constantemente sobre violência doméstica praticada por filhos e netos sobre os familiares directos mais idosos.
As denúncias agravaram-se especialmente com a situação emergente que vivemos.
Por dinheiro?! Fosse pelo que fosse...
A dura realidade sócio-profissional que atinge uma franja considerável das faixas etárias jovens e jovens-adultas leva muitas pessoas ao desespero...
Mas não dá direito de colocar em perigo os mais fracos e vulneráveis!
Cenas de gritos, pancadaria e extorsão dos seus bolsos!
Talvez sempre tenha havido filhos ingratos e violentos para os pais! E netos estragadíssimos de mimo, que não sabem dar valor a nada.
Mas é muito grave!
O egoísmo parece que se instala no sistema nervoso central de alguns e que aniquila qualquer hipótese de reconhecimento de amor ao outro e de retribuíção de carinho!
Vivo em Lisboa.
E que falta que faz por cá a Feira Popular!
A nossa "Feira Popular" chamava grupos de escola, grupos de amigos, grupos de famílias!
É do "espírito" que falo!
Gerações que juntavam dinheiro para gastar nas rifas, nos célebres jantares de "frangos-pombo", nas bifanas, nos carrinhos de choque, nos peluches que quase nunca se conseguiam apanhar com aquelas "mãos-de-aranha" sem força nenhuma...
As noites acabavam da melhor maneira possível!
Podia não haver assim tanto dinheiro, mas a fila para uma volta na roda gigante em famíla era "sagrada" para muita gente!
Isso...e o típico pauzinho de algodão doce! Que nos punha um sorriso tão meigo e terno nos lábios! A quem comia...e a quem via comer!
E o olhar de todos era mais brilhante, como que se o dinheiro todo gasto naquela noite servisse de "anti-depressivo", de "sonho acordado", de esperança renovada...a cada verão!
Não seria solução para todos os males...!
Mas como ficaríamos todos mais calmos se pelo menos houvesse por aí espalhados uns quantos carrinhos de algodão doce!
Para lembrar...! Não sei...
Talvez adoçasse mais quem precisa!