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| FELIZ PÁSCOA - Eggs and Flowers With <3 |
Porque adoro massa, a começar pela de um bom pastel! Porque o recheio pode ser de qualquer coisa ou mesmo sem nada! Porque gosto de cordialidade na diferença e, por isso, o tom pastel fica bem em qualquer cor! Porque sou uma nativa de peixes e a palavra nada pode muito bem ser acção de um estado natural! Para falar sobre tudo o que apeteça!
30 de março de 2013
22 de março de 2013
Ai as Azeitonas!
Não sou a melhor
cozinheira do mundo, mas sempre adorei aventurar-me na cozinha e tudo o que
faço não tem porções certinhas! Uma receita é quase sempre uma criação, um
estado de espírito e uma colherada de bom senso nas quantidades desejadas, ao
sabor do que mais apetece naquele dia! Eu acho sempre uma boa solução comer ao
ritmo do nosso mood: ora mais
picante, ora menos salgado! É a comida que se tem que adaptar a nós mesmos!
Muito embora o meu like por cozinhar, admito que há dias em
que falta a dita imaginação para variar os acompanhamentos! Cá por casa,
abusa-se dos legumes “healthy-chic”
que fazem do Wok o seu private Gym e das
saladas cheias de vinagre balsâmico e de orégãos, opções que não enjoam e que são
um eterno “J’Adore”…um clássico!
Mas por vezes também
se opta por massa, de todas as cores e feitios, marca “al dente” e…bom…há
sempre o mundo encantado dos brinquedos…dos pauzinhos chineses com arrozes
combinados!
Sou perdida por
azeitonas e a minha querida Mãe, como todas as boas Mães do Mundo, alimenta-me
o vício…! Todas as segundas costuma ir à Céu buscar azeitonas daquelas óptimas,
bem carnudas e grandes, de cor verde-acastanhada…as mais leais, como “os teus
olhos castanhos”… talvez concorde! As azeitonas são da Céu e eu fico nas
nuvens… <3 it!
Curiosidade à parte, gosto
de Azeitonas com tudo! E mesmo só azeitonas, ponto! Ou não fosse eu filha de um
bom alentejano oriundo da Terra das famosas azeitonas d’ Elvas; e de alguém
cuja primeira palavra que disse no mundo foi mesmo “tona”…imaginem…a apontar
para o pote das “dita-cujas”! Pois é, a minha preciosa Mãe!
A minha árvore
favorita é mesmo a Oliveira: pela beleza, pelo símbolo, pelo nome, logicamente…
também pelo fruto! Mas não, ainda não me deu para criar um grupo no face
chamado “os azeitonas” e confesso que aquela música da rádio não é assim muito
o meu género…respeito, mas às vezes mudo de estação! Talvez mais culpa da hora
a que passa, não sei!
Como todas as boas
Mães, a cada nova semana, a minha Mãe vai comprando mais e mais azeitonas! Estou mesmo a vê-la: “ Oh Céu, pode pôr mais uma concha de azeitonas,
sff, que a minha filha Rita adora…!”. E lá estou eu a pecar, a achar que vale a
pena correr o risco da única contra-indicação que conheço: uma possível maldita
borbulha no dia seguinte…mas nem sempre…vá lá!
As azeitonas servem de
aperitivo, de acompanhamento, até de
“conduto”…tal como dizia a minha avó! Há uns palmiers de massa folhada com azeitonas, deliciosos e simples...!
Mas…nam…nem pensem…que ainda não estou na fase
da loucura…não acho nada que sirvam para dessert…qual
pudim de azeitonas doces em mel!!!! Que saiba ainda não há gelado de azeitonas no
Santini! Ou há? Será que há?! Não me
digam…
Hoje apeteceu-me
experimentar um arroz diferente! Então decidi…é isso mesmo! Vou fazer um belo
de um arrozinho de azeitonas! Um refugado de azeite e cebola, alho picado a
gosto, tomate q.b., umas gotas de vinagre de sidra, um pedaço pequeno de
pimento amarelo, umas azeitonas “leais” descaroçadas e cortadas às rodelas, uma
casca de laranja e outra de limão a ferver na água, piri-piri e ervinhas…das
aromáticas, meninos!!!!!… que eu sou gente com cabeça, hein?
Coloco muito cebolinho,
uma pitadinha de tomilho, orégãos até dizer chega e salsa… tudo isto para
enganar o palato dos “falta de insossos”…que tb os há por aí…ah pois há…
Et voilá! Um arroz não
assim tão vulgar… que me apeteceu dar-vos a “provar”! Bon Appétit!
4 de março de 2013
“Sol & Dão”: Em Estado Só!
Perto
da Páscoa, só apetece falar de temas perdidamente doces, que me perdoem os
amigos com tendência a diabetes, eu sei…mas infelizmente até mesmo esses temas
enjoam… a muito “boa gente”…
A verdade é que as pessoas abusam nas
guloseimas de afectos em determinadas alturas específicas do ano…mas rapidamente
tudo volta ao normal e a maior parte de nós lá começa no dia útil seguinte a
sua dieta rígida…cheia de beringela com limão e afins…para ficar em plena forma
no verão…! Assim depressa se limpam as “toxinas” do organismo…e, enfim, lá se
vai toda a “falsa” bondade…!!!!
A
propósito deste fim-de-semana ter visto nas redes sociais uma foto de um senhor
de idade numa manifestação a dizer: “Estou sozinho; o meu filho emigrou!” e
depois de mais uma notícia em que uma idosa foi encontrada sem vida na sua casa,
porque não se sabia da senhora desde há sensivelmente dois meses!!!!!!... não
consigo ficar indiferente ao tema…
Será
que se consegue imaginar a falta, a ausência, o afastamento, a distância…e cuidar
de repudiar estes sentimentos 365 dias por ano?
Só
quem os vive na pele sabe do que se fala…decididamente!
Só
quem já teve e perdeu…seja de que maneira for…consegue imaginar! Eu não fazia a
mínima ideia do que era a dificuldade de estar longe de alguém! Até ao dia em
que perdi…
De
qualquer das formas, continuo a fazer parte daquele grupo privilegiado de
pessoas que têm opção de estar só! Por isso, só consigo imaginar sobre o que
falo e… arrepiar-me!
Não
acho que tenha idade, sexo ou raça…mas se há traço que lhe posso atribuir como
característica da sua personalidade…será talvez a timidez! Com a solidão deve
crescer-se muito interiormente, mas sempre de uma maneira muito introvertida, camuflada;
daí, o viver-se cada dia com uma capa de “vergonha social”, com o receio de se
gritar por ajuda! O flagelo é tão grande e assustador…
A
cada nova geração, a frieza e o cinismo parecem ser de tão grandes dimensões…!
As probabilidades de aumento da solidão são drásticas, em meu entender, pois a
verdadeira amizade já se tornou um daqueles animais quase em vias de extinção que
visitamos com hora marcada no zoo! Refiram-se mesmo os familiares mais
próximos…porque até mesmo esses…muitas vezes crescem a morrer de inveja uns dos
outros…e quando assim acontece, facilmente se acaba só…
Instituir
e tipificar como crime público a solidão seria útil! Evitar-se-ia uma
catástrofe, uma “pandemia” de solidão! Todos teriam um papel determinante a
desempenhar, porque simultaneamente seríamos actores principais e secundários
num mesmo palco! Em relação a umas pessoas, daríamos de nós mesmos, ainda que
obrigados e, em relação às outras, denunciaríamos as faltas!
Haveria
equipas de inspectores no terreno com a função de aferir a veracidade das
queixas contra os obrigados faltosos e o autor do crime seria punido gradualmente,
em função daquilo que não deu. No limite, o arguido seria preso como forma de o
obrigar a conhecer também ele a sua própria solidão! Não lhe chamaria
retaliação…mas “sentir na pele com justiça”! Sei que estou a ser demasiado sonhadora e subjectiva! Fica a boa intenção…
Não
me interessa nada que me dissessem que estaria a obrigar literalmente alguém…a
praticar hipocritamente um dever! E depois, se estivesse? Uma das funções da
lei é mesmo essa: repor, equilibrar…obrigar quem devia…a agir em conformidade! Valores
mais altos se levantam! Estão em causa a violação de muitos Princípios, com
especial destaque para o da dignidade humana.
Talvez
assim se minimizassem tantos danos, se ultrapassassem histórias dolorosas de
esquecimento e de profunda tristeza, as quais certamente todos nós conhecemos aqui
e ali e talvez a Sociedade cuidasse de reinventar relações há muito perdidas no
tempo! E o egoísmo caísse do seu pedestal…
Preferia
que Solidão fosse sinónimo de Sol e de Dão, no sentido de calor humano, por um
lado, e de vinho, de uma boa colheita, por outro, como forma de celebrar
relações!
Aos
verdadeiros Amigos, porque logicamente ainda os há e é tão bom tê-los por
perto, o meu especial Muito Obrigada por existirem na minha vida!
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