Não sou a melhor
cozinheira do mundo, mas sempre adorei aventurar-me na cozinha e tudo o que
faço não tem porções certinhas! Uma receita é quase sempre uma criação, um
estado de espírito e uma colherada de bom senso nas quantidades desejadas, ao
sabor do que mais apetece naquele dia! Eu acho sempre uma boa solução comer ao
ritmo do nosso mood: ora mais
picante, ora menos salgado! É a comida que se tem que adaptar a nós mesmos!
Muito embora o meu like por cozinhar, admito que há dias em
que falta a dita imaginação para variar os acompanhamentos! Cá por casa,
abusa-se dos legumes “healthy-chic”
que fazem do Wok o seu private Gym e das
saladas cheias de vinagre balsâmico e de orégãos, opções que não enjoam e que são
um eterno “J’Adore”…um clássico!
Mas por vezes também
se opta por massa, de todas as cores e feitios, marca “al dente” e…bom…há
sempre o mundo encantado dos brinquedos…dos pauzinhos chineses com arrozes
combinados!
Sou perdida por
azeitonas e a minha querida Mãe, como todas as boas Mães do Mundo, alimenta-me
o vício…! Todas as segundas costuma ir à Céu buscar azeitonas daquelas óptimas,
bem carnudas e grandes, de cor verde-acastanhada…as mais leais, como “os teus
olhos castanhos”… talvez concorde! As azeitonas são da Céu e eu fico nas
nuvens… <3 it!
Curiosidade à parte, gosto
de Azeitonas com tudo! E mesmo só azeitonas, ponto! Ou não fosse eu filha de um
bom alentejano oriundo da Terra das famosas azeitonas d’ Elvas; e de alguém
cuja primeira palavra que disse no mundo foi mesmo “tona”…imaginem…a apontar
para o pote das “dita-cujas”! Pois é, a minha preciosa Mãe!
A minha árvore
favorita é mesmo a Oliveira: pela beleza, pelo símbolo, pelo nome, logicamente…
também pelo fruto! Mas não, ainda não me deu para criar um grupo no face
chamado “os azeitonas” e confesso que aquela música da rádio não é assim muito
o meu género…respeito, mas às vezes mudo de estação! Talvez mais culpa da hora
a que passa, não sei!
Como todas as boas
Mães, a cada nova semana, a minha Mãe vai comprando mais e mais azeitonas! Estou mesmo a vê-la: “ Oh Céu, pode pôr mais uma concha de azeitonas,
sff, que a minha filha Rita adora…!”. E lá estou eu a pecar, a achar que vale a
pena correr o risco da única contra-indicação que conheço: uma possível maldita
borbulha no dia seguinte…mas nem sempre…vá lá!
As azeitonas servem de
aperitivo, de acompanhamento, até de
“conduto”…tal como dizia a minha avó! Há uns palmiers de massa folhada com azeitonas, deliciosos e simples...!
Mas…nam…nem pensem…que ainda não estou na fase
da loucura…não acho nada que sirvam para dessert…qual
pudim de azeitonas doces em mel!!!! Que saiba ainda não há gelado de azeitonas no
Santini! Ou há? Será que há?! Não me
digam…
Hoje apeteceu-me
experimentar um arroz diferente! Então decidi…é isso mesmo! Vou fazer um belo
de um arrozinho de azeitonas! Um refugado de azeite e cebola, alho picado a
gosto, tomate q.b., umas gotas de vinagre de sidra, um pedaço pequeno de
pimento amarelo, umas azeitonas “leais” descaroçadas e cortadas às rodelas, uma
casca de laranja e outra de limão a ferver na água, piri-piri e ervinhas…das
aromáticas, meninos!!!!!… que eu sou gente com cabeça, hein?
Coloco muito cebolinho,
uma pitadinha de tomilho, orégãos até dizer chega e salsa… tudo isto para
enganar o palato dos “falta de insossos”…que tb os há por aí…ah pois há…
Et voilá! Um arroz não
assim tão vulgar… que me apeteceu dar-vos a “provar”! Bon Appétit!

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