19 de setembro de 2013

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O sucesso escolar não depende apenas da inteligência de cada criança e do acompanhamento que é feito em casa! 
A Escola sabe que também tem grande responsabilidade no processo de formação de cada um dos seus alunos e até assume formalmente essa sua competência! Mas, muitas vezes, sente-se de “mãos atadas"...
 
Não critico ninguém da Escola em particular mas considero que as Escolas deveriam ter autonomia financeira e física para proteger os alunos!
Uma Escola ideal seria mais "vigilante" e proactiva. Não sendo isso possível, pelo menos, deveria reagir perante os problemas, acautelando a dimensão dos danos provocados, que são devastadores e discriminatórios! 

Não há critério nem estratégia para as crianças que ficaram sem professor colocado na Escola!

Se a Escola acolhesse todas estas crianças nas respectivas salas e, por sua própria conta e risco, assegurasse de alguma forma que todos eles, sem excepção, estivessem a trabalhar em grupo e a aprender, seria melhor para todos!
Ainda que isso não acontecesse ao ritmo desejável, se estas crianças estivessem sentadas a ler, a escrever ou a fazer contas, provavelmente sentiríamos que algo estava a ser feito e teríamos uma certa esperança! 

Em alturas como esta também parece fazer todo o sentido uma maior cooperação entre Instiuíções e Organismos Públicos. Por que razão não pode, por exemplo, a Junta de Freguesia ou a Câmara disponibilizar pessoas idóneas, por período temporário, que assegurem  o lugar por preencher e desta forma proteger os meninos que não têm culpa nenhuma de não terem ainda professor?  

Nada saudável pedirem para ficar por casa! Felizmente, os meninos não estão doentes!!! É o Sistema que está! 
Pergunto-me como irá ser, quem se responsabiliza a posteriori com os resultados destas crianças quando forem sujeitas a exame! 
 
A médio-longo prazo, todos estes meninos  fazem parte de uma geração de adultos que irão ser profissionais das mais variadas áreas de trabalho. O exemplo começa na Escola e logo nos seus primeiros anos de vida. O 1º ciclo é a base, a estrutura, o pilar. Como se irá reflectir esta falha na vida de cada um deles?

Realmente preocupada com a "saúde escolar" a que estão sujeitos! Em especial, o 3º C, da Escola Arco-Íris em Lisboa, Escola e turma estas que a minha sobrinha frequenta e em que já no ano anterior teve de suportar estoicamente meia dúzia de professores, entre muitas faltas e desorganizações constantes! Uma instabilidade com cenas dos próximos capítulos... :(


2 comentários:

  1. O Governo também não ajuda. O facto do Ministro ter descontinuado o Inglês no 1º Ciclo só vai criar diferenças de aprendizagem entre o Publico e o Privado, pois no Privado quem tem dinheiro pode pagar o Inglês para os seus filhos... e no Publico já são muitos os que nem dinheiro para comer têm. :(

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  2. Bem verdade, Paulo! Andei sempre em ensino público e, admito que, de certa maneira, até tinha muito orgulho por isso. Nunca vi a Escola com luxo, mas sempre tive as condições necessárias para estudar e para tirar os resultados que me permitiram "seguir viagem". Ao longo do tempo, fomos assistindo a melhorias significativas nas bibliotecas, nas salas de informática, na qualidade da própria alimentação, na introdução de projectos de equipa como o Jornalismo ou a Rádio na Escola, na inclusão de disciplinas base como é o caso do Inglês. Agora, vemos que o acesso a isto volta a estar mais condicionado. Claro que a alteração para disciplina opcional vai ter repercussões! O Inglês faz falta! Como se não bastasse, há Escolas em Lisboa com horários completos, em cujas vagas nenhum Professor ficou colocado! Dá para entender sabendo que actualmente existem aproximadamente 30 000 professores no desemprego?!

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