15 de abril de 2013

Diz-me com quem andas, dir-te-ei que cão és




A responsabilidade assumida por cada um pela “educação” do seu cão é determinante para a formação da “personalidade” da criatura, pois um ser vivo que entra em casa acaba sempre por ser uma projecção de nós enquanto pessoas.
Claro que há a considerar sempre o outro lado, o da “natureza do animal”, bem sabemos que os seus reflexos comportamentais instintivos podem ser surpreendentes.
Não são raras as vezes que ouvimos dizer que um cão de determinada raça (regra geral, potencialmente perigosa!) ataca de forma inesperada uma pessoa, ferindo-a com muita gravidade, nalguns casos até levando-a à morte!
Acho sempre estranho, à partida, que os donos desses cães não conheçam muito bem que espécie estão a criar! 
A raça escolhida pelo dono muitas vezes denuncia o que o mesmo espera da atitude do seu cão e conhecem-se perfis distintos.
Ainda assim, prefiro julgar que se tratam sempre de episódios negligenciados pelos donos ou que são por si imprevisíveis quanto ao momento e dimensão do ataque.
Interrogo-me sobre a existência de lutas “bárbaras” entre cães, fomentadas e patrocinadas pelos próprios donos, sobre as quais não pretendo tecer quaisquer comentários!
A minha abordagem recai tão somente na existência de petições na internet para que o cão “enraivecido” não seja abatido depois de um ataque!
Que loucura!!!!! Acho inacreditável! Se o cão foi altamente violento e perigoso e se atentou contra uma vida humana...para quê dar-lhe outra chance?!
 "Um cão que nunca fez mal durante anos e atacou é porque teve algum motivo" -argumentam os defensores! Isto é justificação?! Dá-se ao cão o direito de ter um motivo?!
E ainda se sugere que o cão faça reabilitação ou seja treinado depois de ter causado a morte a alguém?! A um bébé, por exemplo? Desculpem, fico perplexa! Se me falarem da ideia de treino para prevenção, não podia estar mais de acordo. Mas como opção subsequente, nunca!
Só falta pedirem dinheiro para a construção de um parque de saúde para os ditos "bichinhos"!
Considero a assinatura de petições como esta completamente aterrorizadoras!
Lamento, sem querer ter uma visão redutora, mas considero as pessoas que as subscrevem tão perigosas e perturbadas quanto o cão! Ou absolutamente desprovidas de afecto humano, talvez!
Eu seria incapaz de abandonar ou de maltratar um cão ou outro animal, mas um cão não pode ser tratado como “gente”, porque efectivamente não o é! Não tem essa condição! É um animal irracional na sua base. Isto sem querer menosprezar a essência da maioria, tendencialmente meiga e dócil!  
A minha pergunta é a seguinte: E se as vítimas fossem os vossos filhos? A vossa Mãe ou o Vosso Pai, indefesos? Ou vocês mesmos? Fariam festinhas ao cão? E quereriam que o cão, coitadinho, fosse submetido a um tratamento porque sofria de ansiedade ou de algum tipo de “stress pós-traumático”?!
Ora aí está um assunto sobre o qual estou a ser certamente menos “tom pastel”, mas aqui quero mesmo ter uma cor bem viva e definida. Totalmente em desfavor destas petições!
Que me desculpem os cães (que até nem têm culpa, verdade!) mas, por mim, comportando-se de forma tão agressiva, seguiriam viagem bem depressa para Marte! Temos pena…

2 comentários:

  1. Petições contra os autores das próprias petições. Donos a subscreverem petições em que se defendem os cães, desculpando-os por má educação dos donos. É o mesmo que ver Passos Coelho e Vitor Gaspar numa manif contra o Governo. Se não querem "matar" o cão, prenda-se os donos, o que não me escandilizaria nada.
    PS. sou "dono" de um cão.

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    1. Assim deveriam ser todos os "donos" de cães: Conscientes e Equilibrados!Obrigada pelo comentário!

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